A mutação dos ecochatos

Tutty Vasques

18 Maio 2012 | 06h15

reproduçãoConferência internacional sobre meio ambiente sempre foi a maior concentração de chatos do planeta, mas, como tudo na natureza, a espécie vem sofrendo mutações de grande impacto na biodiversidade global.

O bicho grilo, que nos anos 1960 parecia praga, está praticamente extinto no debate ecológico em curso.

Desde que a preocupação do fim do mundo se tornou oficial, um bando de engravatados trata de tornar insuportável a busca pelo sustentável.

O fracasso histórico da Rio+20, por exemplo, vem sendo construído há meses em seus mínimos detalhes pelos organizadores e participantes do evento.

Preço abusivo dos hotéis, falta de objetivos climáticos definidos, previsão de caos aéreo, fragilidade da segurança na cidade-sede, risco de esvaziamento político, agenda frouxa e descompromissada, pessimismo, descaso, abstração, retrocesso ambiental, possibilidade de adiamento,… – todos os dias os jornais dão péssimas notícias sobre o encontro.

Pior de tudo, como disse noite dessas uma celebridade importante no ecossistema do Leblon, “não vai rolar nem camarote da Brahma na tal Rio+20”! Assim não dá!