A pílula do esquecimento

Tutty Vasques

11 de abril de 2009 | 09h50

Deu no New York Times que cientistas americanos estão cada vez mais próximos da descoberta de uma droga capaz de fazer o ser humano deletar memórias ruins do cérebro. Num feriadão como este, por exemplo, quem não gostaria de esquecer os engarrafamentos da última quinta-feira em São Paulo? O goleiro Rogério Ceni – é justo! – talvez prefira apagar o frango que tomou naquela noite no Morumbi.

Quando, enfim, chegar às farmácias, a pílula do esquecimento vai vender mais que Engov e Viagra. Imagina só: vem aí um remédio capaz de tirar da sua cabeça toda e qualquer notícia desagradável. Esqueça a crise, o aquecimento global, o Senado Federal, o BB, o BBB e o escambau. Afora a cura da indignação, a nova droga promete ainda acabar com a dor-de-cotovelo crônica. Sabe aquela paixão que te tortura, pufff, quem?!

Os pessimistas dizem que a novidade só chegará ao mercado daqui a 100 anos, como se fosse mesmo haver século 22. Vai ver esqueceram, né?

Texto publicado no caderno Cidades/Metrópoles deste sábado no ‘Estadão’

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