A polícia que não matava ninguém!

Tutty Vasques

07 Dezembro 2013 | 06h24

reproduçãoNão se brinca com a tragédia alheia, mas, com todo respeito à notícia que esta semana deixou a Islândia em estado de choque, para nós brasileiros parece piada – ou sonho – que até a segunda-feira passada ainda existisse no mundo um país cuja polícia jamais havia matado alguém, mesmo porque nunca antes precisou usar arma de fogo pra nada.

Não ri, não, porque para eles lá os primeiros pipocos da história da tropa de elite de Reykjavík abriram na capital islandesa uma ferida do tamanho do Carandiru pelo ineditismo da violência! Os tiros que mataram um doente mental perigosamente surtado no gatilho de uma espingarda de caça de aves provocaram o estrago de uma bala de canhão na cidadania insular.

A vítima tinha acompanhamento de serviços sociais, a polícia tentou de tudo antes de atirar e, no entanto, a sensação de uma morte que poderia ser evitada tirou o humor até do prefeito Jón Gnarr, comediante de formação. A gente aqui ri de nervoso, pura inveja!