A rave da Praça Tahrir

Tutty Vasques

15 de fevereiro de 2011 | 06h23

DFSHDHSAgora que a vida vai voltando à normalidade no Egito, capaz de as pirâmides ficarem às moscas por um bom tempo. Todo turista que desembarcar na cidade do Cairo vai querer conhecer primeiro o grande palco das manifestações populares que derrubaram o faraó Mubarak. Não à toa, ontem, o ponto continuava sendo disputado a tapas por gente disposta a manter permanente a rave da Praça Tahrir.

Os 18 dias de agito no Egito transformaram o local em um dos endereços mais conhecidos no mundo. Ir ao Cairo e não por os pés na Praça Tahrir é como passar o domingo no Vaticano e não ver o papa na Praça de São Pedro. Não tem a Piccadilly Circus em Londres, a Piazza Navona em Roma, a Praça Vermelha em Moscou, a Place de la Concorde em Paris e a Praça da Paz Celestial em Pequim? Pois, então, no Cairo – quem não sabe? – tem a famosa Praça Tahir.

Como em toda jovem democracia, logo surgirão por lá camelôs, engraxates, malabaristas de cruzamento, seguradores de placas, flanelinhas de camelo, desocupados, parada gay, marcha da maconha, enfim, a festa da democracia está só começando no Egito.

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