A rede social do álbum de figurinha

A rede social do álbum de figurinha

Tutty Vasques

12 de maio de 2010 | 09h01

reprodução

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Com a vantagem sobre o Twitter de não estar sujeito a bug, o álbum de figurinhas da Copa da África do Sul é hoje a maior rede social do País. Manias do tempo do onça, a compra de pacotinhos, bem como o troca-troca de duplicatas e o bafo-bafo entre amigos viraram fenômeno de interatividade capaz de fazer a garotada dividir seu tempo livre entre o computador e o jornaleiro da esquina. A escola serve de extensão natural do sistema de buscas por aquele cromo brilhante que faltava.

Em ano de Copa do Mundo, a febre juvenil do álbum de figurinhas contagiou muito marmanjo por aí. A inclusão que se percebe não distingue idade, sexo ou classe social. Tem gente trocando figurinha no ônibus, no trabalho, em banco de praça, fila de aposentados, salão de beleza, saguão de aeroporto, salas de espera dos cinemas, no msn, no twitter…

Pode parecer bobagem e, também neste particular, compete com boa parte do conteúdo da Internet. Cá pra nós, certas figurinhas que circulam no noticiário eletrônico não são dignas de álbum algum. Se bem que poderia ser interessante ao debate político do pós-Copa o lançamento de um álbum de figurinhas de candidatos fichas-sujas, com direito a uma Seleção Ficha Limpa das eleições 2010. Quem sabe, assim, essa meninada não aprende a votar!

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