A rejeição ao elogio

A rejeição ao elogio

Tutty Vasques

30 Novembro 2008 | 11h00

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

Falta ainda Tom Zé e Caetano Veloso não se levarem tão a sério para o bate-boca estabelecido entre eles esta semana se transformar num evento animado e divertido como já foi um dia a disputa entre Marlene e Emilinha pelo título de Rainha do Rádio. A veemente repulsa de Tom Zé a um elogio público de Caetano restituiu ao meio em que eles vivem um pouco do delírio artístico ultimamente desperdiçado na chatice de debates como o da meia entrada para estudantes.

“Não, Caetano, não posso aceitar”, reagiu Tom Zé aos aplausos do velho amigo ao disco Estudando a Bossa-Nordeste Plaza. Com direito a réplica do baiano mais ilustre: “Não sei por que não posso elogiar o disco dele.” E olha que “nem elogiei muito”. Ainda bem! “Você sabe que seus braços são preciosos e irresistíveis, mas não posso ir comemorar neles este disco.” Tom Zé só quer saber de brigas com Caetano, o que, cá pra nós, é sempre mais divertido. De resto, ressentimentos passam com o tempo.