A ressaca da posse

Tutty Vasques

01 de janeiro de 2011 | 06h52

dfsagÉ mais ou menos como dar um festão de casamento na Quarta-Feira de Cinzas ou receber a família na lua-de-mel! Posse de presidente no primeiro dia do ano é um desses troços que não entram na cabeça de ninguém. “Brazilian crazy people”, resmungou Hillary Clinton ao deixar o bom e velho Bill a sós com as rabanadas após a virada. A secretária de Estado americano jamais esquecerá o programa de índio que a espera hoje à tarde em Brasília. Não à toa, Cristina Kirchner está mandando seu chanceler representá-la no début de Dilma Rousseff na Presidência.

A inconveniência da data, tradicionalmente reservada ao Dia Mundial da Ressaca, é uma das poucas unanimidades no Congresso: há pelo menos uma década transitam por lá Propostas de Emenda à Constituição para alterar o calendário de posses no Executivo. Em 2002, Aécio Neves sugeriu transferir a festa para o dia 2. Na semana passada, Marco Maciel se despediu do Senado sem conseguir aprovar sua PEC de mudança da solenidade para o dia 3. Cogitou-se, também, o dia 6 como alternativa mais confortável.

Resta torcer para que, enquanto não conseguem trocar o dia da posse do presidente, os políticos mudem ao menos o Brasil. Eu acredito!