A revogação das más notícias

Tutty Vasques

02 de agosto de 2013 | 02h35

reproduçãoTão antiga quanto a dificuldade de se produzir boas notícias, a fábula do ‘bode na sala’ virou uma espécie de livro de cabeceira da presidente Dilma. Não à toa, o governo tem inspirado a maioria de suas ações positivas na história do miserável aconselhado a primeiro botar e depois a tirar um bode fedorento dentro de casa para criar a falsa sensação de alívio.

Esta semana mesmo, o Palácio do Planalto mandou tirar da antessala de suas iniciativas previamente anunciadas as decisões de aumentar para oito anos o tempo do curso de Medicina e de reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima para início de tratamento de mudança de sexo no SUS.

Já havia desistido do plebiscito para a reforma política, da importação de 6 mil médicos cubanos, da compra de aviões de caça, dos aumentos do pedágio na Via Dutra e das tarifas dos ônibus interestaduais…

Muita calma, portanto, na leitura dos jornais: não há má notícia de hoje que não possa ser revogada amanhã.

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