A revolução das lâmpadas!

Tutty Vasques

05 Julho 2012 | 06h47

ILUSTRAÇÃO POJUCANA notícia de que a lâmpada incandescente está com os dias contados no Brasil anuncia o fim de uma era. Houve um tempo em que a iluminação de um ambiente suscitava uma única indagação do moço da loja de material elétrico: “Quantas velas?”

Experimenta só, hoje em dia, comprar uma lâmpada na esquina! O balconista vai te encher de perguntas: alógena ou LED? Dicróica ou mini-dicróica? PAR ou Halopin? Fluorescente compacta ou incandescente refletora? Neon ou filamento de fibra ótica? Eletrônica circular ou tubular? Branca ou amarelada? (Os ricos preferem as de cor mais quente, acham as ‘frias’ meio cafonas.)

A nova classe média brasileira só começou a ter dúvidas a respeito recentemente, depois que o governo baixou o IPI para luminárias e lustres, barateando o preço final dos produtos com criação de designers – ô, raça! –, os grandes responsáveis pela insustentável diversidade das lâmpadas.

Agora que as incandescentes subiram no telhado, não demora muito ninguém achará a menor graça naquela velha piada que contabiliza um total de três portugueses para trocar uma lâmpada: um para subir na escada e dois para girá-la! Muito em breve, presume-se, nenhum ponto de luz terá rosca!