A TPM da diplomacia

A TPM da diplomacia

Tutty Vasques

30 de maio de 2010 | 09h28

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

Bill Clinton está particularmente preocupado com a situação do Irã e da Coreia do Norte! Não via a patroa tão brava com nada – bate três vezes na madeira quando lembra – desde o escândalo Monica Lewinsky, na meiuca dos anos 1990. Com amigos mais próximos, o ex-presidente tem comentado que “Ahmadinejad e Kim Jong-Il não imaginam a briga em que estão se metendo”.

Só Deus sabe o que ele penou com as sanções que a patroa lhe impôs numa época em que só tinha poder dentro de casa. Se insistir agora em salvar o mundo com o mesmo espírito que a levou a salvar seu casamento, estamos fritos. “Melhor entrar logo nos eixos”, recomenda o experiente Bill.

         Uma coisa é certa: a fera está de novo à solta! Todo dia a secretária de Estado faz tudo sempre igual: não importa se em Seul, Moscou, Pequim, Amã, Tel Aviv ou na Faixa de Gaza, Hillary já acorda exigindo, ameaçando, acusando, rebatendo, desautorizando, advertindo, culpando, desconfiando, pressionando, impondo, ultimando, sempre decidida a acabar de uma vez por todas com esse esculacho. “Basta! Cansei!”

O leitor que já foi casado sabe o que é isso: não se deve discutir relação com uma mulher à beira de ataque de nervos, especialmente nesse caso em que o agravante de uma TPM qualquer pode detonar uma bomba atômica. Fim de casamento é uma coisa; fim do mundo é outra, certo?

Não vem ao caso aqui alarmar ninguém! Meu sábio pai tem, inclusive, reprovado esta minha fixação no processo de extinção da raça humana, mas o fato, companheiros – sinto muito, papai! -, é que estamos nas mãos de uma loura aparentemente transtornada. Se, por experiência própria, você também já tinha se dado conta disso, pode bem imaginar a preocupação de Bill Clinton que inspirou esta conversa fiada. É o que nos resta, ué!

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