A virada dos membros do COI

Tutty Vasques

31 de dezembro de 2010 | 06h01

fzfsClaro que a mulher do presidente do Comitê Olímpico Internacional, o belga Jacques Rogge, sacou tudo quando o marido saiu de casa depois do Natal dizendo que ia ao Rio de Janeiro lançar a pedra fundamental da Vila Olímpica de 2016 às vésperas do réveillon de 2011.

Se não acusou o golpe foi porque decerto confia no marido e, além do mais, já deve estar acostumada a esse tipo de situação. Vida de membro do COI é assim mesmo: o cara está sempre no melhor lugar da festa, sendo paparicado por todos à sua volta. Encantá-lo é tarefa primordial na cidade-sede que o recepciona.

Imagina o que vai ter de puxa-saco hoje à noite em torno de monsieur Rogge, quando a logomarca Rio 2016 estourar com os fogos no céu de Copacabana. Capaz de cochicharem-lhe ao pé do ouvido que a multidão na praia em frente está ali para vê-lo.

Para não se deixarem enganar, membros do COI voltarão ao Rio para vistoriar o sambódromo – local de largada da maratona em 2016 –, não por acaso no Carnaval. Vão ver de camarote que o carioca – ô, raça! – está mesmo animado para a realização do sonho Olímpico.

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