A virtude da incompetência!

Tutty Vasques

13 Março 2012 | 02h39

reproduçãoDemitido pela presidente Dilma ao apagar das luzes da semana passada – corre à boca pequena que por flagrante baixo desempenho no cargo –, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, pode muito bem alegar em defesa de sua gestão que ele poderia estar roubando, se corrompendo, prevaricando e, no entanto, foi só um fiasco na pasta.

A incompetência não é, nem de longe, o grande problema do poder público no Brasil. Pelo contrário, toda inaptidão crônica funciona, de certa forma, como um atestado de falta de jeito para o malfeito. A gatunagem é uma arte que exige vocação e algum talento, além de um pouco de ambição pessoal e muita cara-de-pau.

Afonso Florence devia dar graças a Deus por deixar o governo pela porta da incapacidade gerencial. Entra assim para uma galeria das exceções que não foram enxotadas do Palácio do Planalto por denúncias de corrupção.

Não sei se o ministro Nelson Jobim, que saiu por causa da língua grande, vai gostar da companhia, mas essas coisas a gente não escolhe. Vão acabar se acostumando um com o outro fazendo par em retrospectos do noticiário sobre futuras quedas de ministros da Dilma.