Abadá de rolezinho

Tutty Vasques

31 Janeiro 2014 | 05h45

ilustração pojucanPeriga acontecer com os rolezinhos de São Paulo mais ou menos o que sucedeu com os blocos da Bahia: no futuro só vai participar da brincadeira nos shoppings quem comprar abadá na mão dos mentores de cada evento. Como em toda tentativa de organizar a bagunça no Brasil, vai rolar um dinheirinho nisso!

Vem aí o abadá de rolezinho, quer apostar? Não há outra forma de se limitar o número de participantes convocados pelas redes sociais, questão de ordem assumida pela rapaziada que lidera o movimento em negociação com lojistas sob a mediação de agentes públicos. A premissa de que só irá aos rolezinhos quem for selecionado por seus organizadores no Facebook, cá pra nós, é ridícula!

Negócios à parte, a solução do abadá vai facilitar a ação dos seguranças de shopping, que passarão a reprimir apenas quem não estiver devidamente trajado para a ocasião. Os excluídos haverão de pensar em outra forma de protesto contra a segregação nos rolezinhos!