Abaixo a retranca!

Tutty Vasques

05 Outubro 2012 | 06h42

ilustração pojucanA gente fala mal do futebol brasileiro, mas a política americana é igualzinha: Barack Obama escalou seu discurso com três volantes no debate com Mitt Romney, preocupado unicamente em defender sua vantagem nas pesquisas!

O resultado, evidentemente, decepcionou a torcida pela reeleição do presidente dos EUA. O bando de loucos democrata chegou a ensaiar diante da TV o coro de “burro, burro…”

Ia acontecer o mesmo com Mano Menezes no ‘Superclássico das Américas’, não fosse o providencial apagão que cancelou o jogo na Argentina.

O medo de perder é, como se sabe, uma praga da civilização em crise. Sempre que está vencendo, o ser humano – ô, raça! – não consegue evitar uma certa atração mórbida pela retranca.

De uns tempos pra cá, o homem só ataca de frente suas adversidades quando está por baixo, em geral de costas, praticamente finalizado. É assim na economia, no trato com o meio ambiente, em família, na política, no futebol ou no octógno do UFC.

Na hora agá, falta a quem decide ambição, iniciativa, criatividade e, sobretudo, coragem para suplantar a mediocridade sem medo de errar!

Quem abdica do ataque não tem defesa! Vai, Obama!