Acelera, fim do mundo!

Tutty Vasques

25 de março de 2010 | 09h28

ilustração pojucan

ilustração pojucan

 O chamado “prótons que o pariu”, como ficou popularmente conhecido em 2008 o frustrado experimento de recriação do Big Bang, volta aos debates na próxima terça-feira com a retomada dos trabalhos naquele ‘acelerador de partículas’ enterrado a 100 metros de profundidade na fronteira franco-suíça. Isso quer dizer o seguinte: em cinco dias, o maior mico científico do mundo tentará, de novo, promover colisão de prótons de forma a reproduzir as condições da explosão que deu origem ao Universo, sem plano de evacuação da Terra. Tá dando para entender?

Vão ligar aquele troço assustador de novo! Dizem os cientistas que a brincadeira pode durar horas ou alguns dias na busca de um resultado improvável no laboratório instalado em 27 quilômetros de galerias subterrâneas. “É um pouco como disparar agulhas de lados opostos do Atlântico e conseguir que colidam na metade do caminho”, diverte-se o físico-chefe Steve Myers com as possibilidades de acerto da coisa. O mais provável é que a engenhoca de US$ 10 bilhões dê pau logo no início da operação, como aconteceu há quase 2 anos, adiando de novo o fim do mundo para uma data ainda sem confirmação. Relaxa, vai!

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