Agatha Christie não foi convidada

Tutty Vasques

18 de maio de 2008 | 10h02

Especialista em criar histórias a partir do nada – haja vista a novela do vazamento do dossiê -, a imprensa deixou passar entre as pernas um conto de Agatha Christie prontinho para chegar às bancas. O roubo das jóias de Hebe Camargo dia seguinte de uma festa para celebridades na mansão da apresentadora dá um romance policial tão bom quanto A primeira investigação de Poirot, Cai o pano ou outro best-seller qualquer da célebre escritora britânica.

Hebe sabe disso. Ou não se apressaria em dizer aos jornais que uma coisa (a festa) não teria nada a ver com a outra (o roubo), ou seja, não paira qualquer desconfiança sobre nenhum convidado. “Juro por Deus!” Já pensou se – como, aliás, é comum nos livros de suspense – o investigador de polícia responsável pelo caso desconfia da devoção meio descabida na situação, e resolve reunir de volta na mansão todas as 140 pessoas que lá estiveram na véspera do crime? Festas assim são praticamente irreconstituíveis, mas, com a ajuda de Marília Gabriela, que a tudo vê nessas ocasiões, imagina a quantidade de coisas esquisitas que seriam rememoradas ao longo da perícia técnica.

Alguém teria percebido João Doria Jr. de papo com Mônica Veloso, a ex-amante de Renan Calheiros, num cantinho do salão. O que conversavam? Já se conheciam de algum lugar? Será que ao menos um sabia quem era o outro? E o Otávio Mesquita? Onde esteve o apresentador da Band quando deixou sua Melissa conversando com Roberto Justus e sumiu até a hora do bolo? A propósito, teve mesmo bolo? Alguém bebeu demais ou foi inconveniente? Quem chegou sozinho e saiu acompanhado naquela noite? O José Dirceu estava lá?

(clique aqui para ler a íntegra do texto publicado no caderno Aliás do ‘Estado’.)

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