Agenda negativa

Tutty Vasques

21 Setembro 2011 | 06h06

ilustração pojucanAgência de classificação de risco é um troço que os economistas inventaram há mais de 100 anos para, em tempos de crise, praticar o que lhes dá mais prazer: o terrorismo financeiro! Esta semana, por exemplo, a Standard & Poor’s vestiu-se de novo a caráter – manto negro, capuz e foice – e saiu por aí avisando de porta em porta que a Itália subiu no telhado, justo quando todo mundo se unia para tentar reanimar o euro de uma crise de asfixia braba.

Porta-voz do fim do mundo como qualquer Al-Qaeda da vida, este tipo de organização americana guarda a peculiaridade de cobrar de suas vítimas pelo serviço.

Isso mesmo: na expectativa de qualificação de seus negócios, países, grandes empresas e instituições financeiras pagam caro pela avaliação da Standard & Poor’s ou da Moody’s.

O método de enfiar o dedo na ferida da pindaíba fez muita gente gritar nos EUA em agosto, mas a reação foi tomada como “choro de rebaixado”.

Um mês depois, pergunta-se: que benefício o tal “rebaixamento da nota da dívida” italiana traz para o planeta?

No meu governo, os economistas vão ter que partir para a clandestinidade, que é lugar de quem prega o terror!