Air Pindaíba

Tutty Vasques

05 de setembro de 2009 | 09h28

Já tem companhia aérea brasileira cobrando pelo lanche de bordo, o que não chega a ser nenhum demérito para a aviação nacional. Lá fora, como se sabe, as empresas do setor discutem abertamente até o preço justo pelo uso do toalete, independentemente do que se faça lá dentro. Não vai ter essa de pagar meia pelo xixi! A não ser, futuramente, para não sobretaxar o passageiro gordo com bilhete duplo, cuja cobrança para quem está acima dos 100kg também entrou na pauta de debates.

A pindaíba voa cada vez mais alto, de carona no meio de transporte da turma que pode pagar pelo conforto do avião. Não demora, vão incluir na conta do bilhete “um plus a mais” pelo assento na janela. Sem falar nos 10% da aeromoça, na taxa pela vaga da mochila no bagageiro e no aluguel do cinto de segurança.

São tantas as possibilidades de ganhos a bordo que, se as companhias aéreas não fiscalizarem bem o pedaço, daqui a pouco vai ter passageiro vendendo empadinha e sanduíche natural no corredor para abater as despesas de viagem.

Texto publicado no caderno Cidades/Metrópole deste sábado no ‘Estadão’.

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