Aloprados do tráfico

Tutty Vasques

02 de dezembro de 2010 | 06h38

trweSe cá do lado dos mocinhos pouco a pouco vão surgindo críticas aos excessos e ressalvas à eficácia da operação policial no Complexo do Alemão, imagina os podres que não devem estar vindo à tona na avaliação dos bandidos sobre a guerra no Rio de Janeiro. A fuga custou-lhes, além do vexame, um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões, o controle de um território até então inexpugnável, a namoradinha do baile funk, banheira de hidromassagem e cerveja. Os caras perderam a marra de dono do morro!

Olhe em volta pra ver se não tem ninguém do Bope por perto, e ponha-se por um instante no lugar dos gerentes de boca do local: “Quem foi o aloprado que começou essa palhaçada?” – devem ter pensado quando ainda transpunham a rede de esgoto que os coletou na favela. Quem os meteu nisso?

Se o crime fosse uma organização séria, o infeliz que, entediado numa cela de segurança máxima qualquer, deu a ordem para tocar fogo no Rio estaria agora na condição de réu no tribunal do tráfico, a caminho do micro-ondas. Esse tipo de ideia de jerico, pelas leis da bandidagem, é crime passível de pena máxima.

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