Aquarelas do Brasil

Tutty Vasques

15 Agosto 2012 | 02h49

reprodução“Lá em Londres vez em quando me sentia longe daqui” e, sempre que isso acontecia, a primeira coisa que desgraçadamente me vinha à cabeça não era a letra aqui plagiada de Gilberto Gil para ‘Back in Bahia’. O Brasil de hoje tem trilha sonora de Michel Teló: “Ai se eu te pego, ai, ai, assim você me mata…”

Tem um tipo de música se criando de monte por aqui que você não consegue tirar de dentro nem quando está fora. Pode botar um oceano entre seus ouvidos e o grupo de pagode Sorriso Maroto e logo vai descobrir que faz parte de sua bagagem cultural o refrão “ai, ai, aiaiaiai, assim você mata o papai, ai, ai, aiaiaiai”.

O Brasil pode ser um país sem memória para outras coisas, mas vai tentar esquecer “eu quero tchu, eu quero tcha, eu quero tchu tcha tcha…” Impossível!

Longe daqui, é mais fácil não pensar em Carminha, Nina, Leleco e Tufão do que apagar do inconsciente o ‘oioioi’ tema da novela das 9.

De volta ao país do mensalão, meu repertório de musiquinhas insuportáveis foi enriquecido por este “zero quinhentos dois mil e doze, zero sete, pra doar sete reais…” cantarolado por artistas da Globo na campanha ‘Criança Esperança 2012’.

Ninguém merece, mas eu gostei de ter voltado!