Até quarta-feira!

Tutty Vasques

11 de fevereiro de 2010 | 06h17

Quanto maior a imaginação do carnavalesco, mais delirante ele fica nesta época do ano. Dá para acreditar que a fantasia de gari da rainha de bateria Paola Oliveira foi confeccionada com “crina de cavalo, cristais austríacos, penas de faisão, rabo de galo e pele de chinchila”? Não importa! Se noticiassem que a atriz vai desfilar enfeitada com barbatana de tubarão, bico de ganso, conchas australianas, couro de furão e cipós da Macedônia, a gente ia fingir que acredita da mesma forma.

O Carnaval é um tempo em que tudo parece mentira, a começar pela quantidade de preservativos que o Ministério da Saúde jura botar nas ruas: 55 milhões até Quarta-Feira de Cinzas. A oposição criaria a CPI da Camisinha, já não estivesse, também ela, em clima de farra. Imagina que, ao definir dia desses Dilma Rousseff como uma “liderança de silicone”, Tasso Jereissati justificou-se acusando a candidata do governo de ser “bonita por fora e falsa por dentro”. Precisa ter muito peito pra falar um troço desses, sem medo de parecer ridículo na comparação. Sorte do senador que nada é feio no Carnaval.

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