Ausência despercebida

Tutty Vasques

22 de fevereiro de 2014 | 06h43

ilustração pojucanUma dúvida cruel correu ontem pelos corredores da Casa Civil da Presidência: o ministro Aloizio Mercadante não está pra cima e pra baixo no Vaticano com a Dilma porque o Guido Mantega cortou seu lugar na comitiva a pretexto de atingir a meta do superávit primário ou foi ele mesmo que desistiu da viagem ao saber que, também por medida de economia, ficariam todos hospedados na Embaixada do Brasil em Roma?

O palácio da representação brasileira na Piazza Navona é uma beleza, mas o serviço não se compara ao do hotel Westin Excelsior da Via Veneto, onde Mercadante se hospedou com a presidente para a missa inaugural do papa Francisco.

Nem precisaria ter informação privilegiada para deduzir que, depois do bafafá do Ritz de Lisboa na volta de Doha e do aperto no cinto anunciado por Mantega, esta viagem oficial da presidente vai ser meio franciscana. O papa decerto gostou de saber disso e, cá pra nós, nem deu pela falta do Mercadante no encontro de ontem com Dilma.

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