Barbosa não é mais aquele!

Tutty Vasques

22 Março 2013 | 06h14

reproduçãoToda vez que sai uma notícia tipo ‘Barbosa aponta conluio entre advogados e juízes’ ou ‘Barbosa nega pedido de desbloqueio de bens de Duda Mendonça’ – para citar dois títulos da semana –, o presidente do STF presta um serviço inestimável ao resgate moral de um sobrenome injustiçado desde 1950.

O ‘Barbosa’ que o Brasil começa a identificar como timbre do ministro Joaquim Barbosa foi nos últimos 63 anos marca registrada da culpa pela derrota na final da Copa de 1950.

Até outro dia, quando se dizia ‘Barbosa’, a primeira pessoa que vinha à cabeça do brasileiro era o goleiro que a torcida elegeu protagonista do chamado “Maracanaço” – ainda que, com o passar do tempo, a crônica esportiva o tenha inocentado de falha naquele maldito gol do Gigghia.

O brasileiro poderia ligar o sobrenome à pessoa do ‘Águia de Haia’ Ruy, do ‘Rei da Lambada’ Beto, da popozuda Gracyanne ou mesmo do famoso personagem humorístico de Ney Latorraca no ‘TV Pirata’, mas Barbosa por aqui sempre foi assinatura do sujeito que não evitou o maior revés da história do País.

Joaquim Barbosa tem agora a chance de acabar com este estigma. É muita responsabilidade, né não?