Bastidores de uma entrevista

Tutty Vasques

04 de junho de 2011 | 06h40

ilustração pojucanNo final, deu ‘Jornal Nacional’, ainda que parte do governo considerasse ideal para Antonio Palocci uma entrevista a Patrícia Poeta no ‘Fantástico’. Lembra quando o Ronaldo Fenômeno veio finalmente a público para explicar como foi parar com três travestis num motel de quinta na Barra da Tijuca? Por aí! A saia justa do ministro também não faria feio no programa, ainda que boa parte da audiência só tenha olhos para as pernas da jornalista.

Sonho de todo sujeito encrencado, a possibilidade de uma conversa franca com Patrícia Poeta ganhou resistências no PT, que, desde o início da crise, não escondia sua preferência pela ida de Palocci ao quadro ‘Arquivo Confidencial’ do ‘Domingão do Faustão’.

Havia bons argumentos para isso: todo convidado do apresentador ganha, de cara, chancela de “excelente pai de família”, “profissional competente e incansável”, “amigo de todas as horas”, “caráter exemplar”, “filho dedicado”…

Não à toa, a maioria abre o berreiro movido pela compaixão com a própria bondade. Quem já viu Palocci chorar compulsivamente garante que ele seria muito mais convincente amanhã no Faustão do que foi ontem no ‘JN’.

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