Afilhados políticos (versão revista e atualizada)

Tutty Vasques

25 de julho de 2014 | 02h16

ilustração pojucanEdualdo, Aezão, Linduardo, Dilmão, francamente, num pais em que a fusão de nomes próprios em registro civil cria em muita gente traumas para o resto da vida, a política não deveria ficar dando ideias bizarras de batismo nessas alianças de ocasião entre candidatos de diferentes coalizões. Os cartórios já colecionam casos dos mais esquisitos, tipo Daslange (junção de Dário e Solange) ou Ava Gina (homenagem a Ava Gardner e Gina Lollobrigida).

Imagina quantos Edualdinhos não vão nascer em Pindamonhangaba se der certo nas urnas a chapa de palanque entre Eduardo Campos e Geraldo Alckmin (Eduardo + Geraldo = Edualdo). Vale o mesmo para Aezão nos cartórios de Juiz de Fora em celebração à aliança Aécio/Pezão.

Na mesma geração, pode ser que surja entre os cariocas um ou outro Linduardo (Lindbergh Farias + Eduardo Campos), quem sabe até um bebê chamado Dilmão (Dilma + Pezão), tem pai que condena o filho ao bullying já na certidão de nascimento!

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