Brincadeira de estátua

Tutty Vasques

15 Abril 2011 | 06h03

jdfgjjjdDo tal bunga-bunga, a Justiça italiana já sabia que primeiro as meninas ouviam piadas grosseiras durante o jantar, depois tiravam a blusa – as mais atiradas ficavam logo só de calcinha – para o momento que, até o início da semana, supunha-se nos tribunais de Roma ser o clímax do ritual dos embalos de Berlusconi na Sardenha: a dança em que elas simulavam cenas de lesbianismo para delírio da plateia de convidados babões do Cavalieri.

Tudo mais ficava por conta da imaginação de cada um, mas é pouco provável que alguém, mesmo o mais tarado dos leitores do noticiário político da Itália, tivesse criatividade para roteirizar o que deu dia desses no ‘La Repubblica’: depois do esfrega das gurias, adentrava o recinto uma estátua de Príapo, deus grego da virilidade, para que, uma a uma, elas a beijassem em sua parte mais sagrada.

A reportagem não esclarece o tamanho da estátua nem se, depois que as testemunhas entrevistadas foram embora enojadas, o público masculino presente teria algum tipo de participação ativa no rito. Ao que tudo indica, a gente ainda não sabe da missa a metade.