Canhão de água em crise hídrica

Canhão de água em crise hídrica

Tutty Vasques

22 Outubro 2014 | 00h02

A última notícia que tivemos deles foi, salvo engano, que não chegariam a São Paulo a tempo de zelar pela segurança da Copa do Mundo. Não sei se o atraso prolongado até hoje dá motivos para o governo suspender o negócio, mas imagina a maluquice se, no auge da crise hídrica que começa a gerar protestos na cidade, a PM receber os quatro blindados com canhões de água que comprou para dispersar multidões descontroladas!

 

Não bastasse o surrealismo de se combater com muita água manifestações contra a falta d’água, o novo armamento israelense adquirido em abril correrá sério risco de ficar sem munição após os primeiros jatos disparados a 60 metros de distância em situações de desordem pública.

 

Imagina o mico da Tropa de Choque vendo o jorro virar esguicho por falta do precioso líquido no arsenal da PM. As autoridades competentes têm duas alternativas: ou cancelam de imediato a compra ou pedem ao fabricante que adiem a entrega. Sine die!