Caveirão cor-de-rosa

Tutty Vasques

18 de maio de 2011 | 06h30

dgasadsgNa ânsia de desbancar o ministro Ayres Brito, do STF, do posto de melhor amigo dos homoafetivos, o governador Sérgio Cabral soltou a franga da PM carioca, liberando o desfile até de caveirão na parada gay de Copacabana, em outubro. Policiais e bombeiros LGBT foram publicamente autorizados a frequentar o evento fardados e a bordo de veículos oficiais. Não ficou muito claro se houve veto ao salto alto no uniforme da tropa de choque ou restrições ao uso de helicópteros blindados para jogar pétalas de rosas na multidão.

Sempre à frente de seu tempo, Cabral não esperou que lhe batessem à porta para abrir o armário dos homens de farda: “Quem quiser que saia!” – anunciou de supetão no lançamento da campanha Rio Sem Homofobia. “Fora do Brasil, policiais e bombeiros gays andam juntos com seus pares civis nas passeatas”, observou o governador, de certa forma justificando porque diabos vive saindo do País em viagens oficiais.

Só no Rio – reparou ao voltar de Paris na semana passada – o Corpo de Bombeiros sai às ruas para reivindicar aumento salarial e melhores condições de trabalho. “Essa gente precisa se divertir”, pensou com seus botões antes de liberar geral. A greve dos caras terminou ontem!

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