Ciro, por que qui-lo?

Ciro, por que qui-lo?

Tutty Vasques

07 de fevereiro de 2010 | 09h29

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

Tomado dia desses pelos “instintos primitivos” que o celebrizaram na política, o ex-deputado Roberto Jefferson disse que “Ciro Gomes é um potro indomável, não adianta colocar cabresto e rédea nele”. Mal comparando, não é como o Rubinho Barrichello, que sairia da pista para deixar Dilma Rousseff passar tranquilamente, sob o argumento de que não pode haver disputa entre dois integrantes da mesma equipe. O Ciro é cabeça dura! Dizem que, de Lula, teria recusado até uma proposta de consagração de sua imagem na nova nota de R$ 100 para abandonar a corrida presidencial.

Ciro é, na definição do irrevogável Aloizio Mercadante, o cara “que pegou o pau-de-arara errado”. Segue agora desgovernado, na contramão da oposição, decido a chegar ao Palácio do Planalto em 2011. Não tem medo de bater de frente com ninguém! É doido, não resta dúvida, mas há pelo menos um bom motivo nos argumentos de sua teimosia: ele acha que seria uma tremenda molecagem nos deixar a sós com o Serra e a Dilma meses a fio de campanha. Ninguém merece! A favor de sua candidatura do contra, deve-se ainda ressaltar a irritação de José Dirceu com tal possibilidade. Mas o grande barato do projeto político desse cearense de Pindamonhangaba é chance de ver a Patrícia Pillar em campanha para primeira-dama do País. Ninguém precisa nem votar no Ciro por causa disso!

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