Como bater em jornalistas!

Como bater em jornalistas!

Tutty Vasques

11 de abril de 2010 | 09h24

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

O presidente Lula, o papa Bento XVI e o piloto Rubinho Barrichello não estão, de todo, errados. “Às vezes”, como diz Luis Fernando Verissimo, “a única coisa verdadeira num jornal é a data”. O problema não é, portanto, pessoal com ninguém que se julgue perseguido pela má notícia. A rigor, desde que não seja em defesa própria, não há nada de errado em falar mal da imprensa em público.

A auto-esculhambação é, aliás, o esporte preferido “dessas pessoas desagradabilíssimas que se auto-intitulam jornalistas”, na definição de Ivan Lessa para a categoria, da qual é uma referência autoral. Em desagravo suscitado pela passagem na terça-feira passada, 7 de abril, do Dia dos Jornalistas, seguem citações catalogadas no tempo em que bater nessa gente tinha lá sua graça:

 . “Todo jornalista decente é um urubu na sorte dos outros mortais. Ficamos esperando que as pessoas escorreguem numa casca de banana e batam com a cara no chão. Se tudo corre muito bem, para nós é muito mal.” (Paulo Francis)

. “Se a imprensa não existisse, seria preciso não inventá-la.” (Balzac)

. “Todo fazedor de jornais deve tributo ao Maligno.” (La Fontaine)

. “O jornalista é um homem que errou de profissão.” (Bismark)

. “Um jornal é um instrumento incapaz de discernir entre uma queda de bicicleta e o colapso da civilização.” (Bernard Shaw)

. “O jornalismo consiste basicamente em dizer ‘Lord Jones morreu’ para pessoas que nunca souberam que Lord Jones estava vivo.” (Gilbert Keith Chesterton, escritor)

. “Sou a favor da imprensa livre. O que não suporto são os jornais.” (Tom Stopard, teatrólogo)

. “A mídia é safada.” (ACM)