Corpo de delito no Instagram

Tutty Vasques

09 de setembro de 2014 | 06h01

ilustração PojucanA evasão de privacidade, praga do jornalismo digital disseminada pelas redes sociais, consagrou na semana passada uma nova técnica de divulgação de briga de casal no submundo das celebridades: a exposição de hematomas no instagram deu grande visibilidade à pancadaria que marcou o fim do conto de fadas da bailarina do Faustão Angela Souza com o ex-BBB Yuri num quarto de hotel de Maceió.

Virou caso de polícia com evidências de aplicação da Lei Maria da Penha pela Justiça, mas já está disponível na internet o exame de corpo de delito que cada um fez de si próprio com a câmera do celular para tornar públicas as marcas do conflito. São selfies de olho roxo, beiço inchado, marcas de tabefes e patadas generalizadas.

No júri popular da web, a maioria condena o brutamontes pela covardia – o cara é lutador de MMA –, mas houve também quem ponderasse, com base na mútua exposição de machucados, que ela ganhou a luta.

É a derrota da privacidade!

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