Culto à pancadaria!

Tutty Vasques

07 de julho de 2012 | 06h01

ilustração pojucanAnderson Silva e Chael Sonnen não têm alternativa: se pelo menos um deles não sair do octógono todo arrebentado hoje à noite em Las Vegas, os fãs do MMA vão começar a desconfiar que o UFC está virando a mesma palhaçada do Telecatch na televisão dos anos 1960.

Provocação entre lutadores às vésperas de disputa de cinturão é uma tradição da época em que Muhammad Ali ainda era Cassius Clay, mas nunca antes na história da promoção de combates a pancadaria verbal deu tantos golpes baixos nas artes marciais.

“Vou passar a mão na sua mulher”, “vagabundo”, “vai morrer”, “imbecil”, “vou arrancar todos os seus dentes”, “marginal”, “vou soca-lo na cabeça por 25 minutos”, “criminoso”, “tá ferrado”, daí pra baixo.

Nem no tempo de Verdugo e Rasputin, vilões caricatos da era da luta-livre circense na TV Excelsior, os protagonistas do espetáculo se tratavam desse jeito para fazer o público acreditar na farsa.

Preocupa, no caso, a disposição de Anderson Silva e Chael Sonnen de mostrar no ringue que não estavam fazendo teatro quando ultrapassaram todos os limites da civilidade para promover o esporte que praticam. Tirem as crianças da sala!

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