Dá-lhe, Massa!

Tutty Vasques

01 de novembro de 2008 | 11h00

O piloto é um atleta como outro qualquer, ninguém duvida do preparo físico que a Fórmula-1 exige de seus astros. Precisa suar muito o macacão para chegar ao fim de uma corrida guiando sob temperatura de 50 graus, em luta constante contra a ação da gravidade e a trepidação da pista. Haja braço, pescoço e equilíbrio emocional para manter o traçado perfeito da pista até a bandeirada.

A preparação física e mental dos caras, embora específica, não difere muito em intensidade do condicionamento aplicado em jogadores de futebol, nadadores, ciclistas ou maratonistas. A diferença é que, se praticasse outro esporte qualquer, Felipe Massa estaria sendo advertido pela imprensa especializada para gincana comercial em que seus patrocinadores transformaram a vida do atleta às vésperas de uma decisão de título mundial.

Desde que chegou ao Brasil, o rapaz cumpre agenda de garoto-propaganda das Casas Bahia em época de Natal. Deve estar mais exausto que motorista de caminhão. E ainda querem que ele ganhe e o outro quebre.

Texto publicado no caderno Cidades/Metrópole deste sábado no ‘Estadão’