De médico e de louco…

De médico e de louco…

Tutty Vasques

06 de setembro de 2008 | 11h04

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O pessoal de Imbiribeira, na periferia de Recife, ficou de queixo caído com os conhecimentos de Lula sobre medicina popular. Contra dor de dente, uso tópico de perfume, alho, álcool e cachaça. Dor de ouvido? Óleo quente, compressa aquecida de pano e, se tiver à mão, leite materno. O presidente contra-indicou a boa vontade do marido que se oferecer para pegar umas gotinhas emprestadas com a vizinha.

Lula sabe como é o povo. “Quem coloca cachaça no dente, sempre coloca um pouquinho a mais para tomar a sobra”, trocava sorrisos cúmplices com a platéia desdentada. E nem assim o cabra perde o medo do exame de próstata. Bando de covardes. “Seria bom um homem engravidar para saber quantos toques ele ia tomar.” É mole?

Imbiribeira, onde o presidente esteve na quinta-feira para lançar o programa Saúde na Escola, não se divertia tanto desde a passagem de um circo mambembe por aquele fim do mundo, em 2003.

O resto do país não achou nenhuma graça na desobediência civil que Lula resolveu liderar em seu gabinete contra o veto ao fumo em local fechado. Há que se dar um desconto. Saúde não é especialidade do homem. Já o pré-sal…

Texto publicado no caderno Metrópole/Cidades da edição deste sábado do ‘Estado’

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