De saia justa na Via Crusius

De saia justa na Via Crusius

Tutty Vasques

15 de junho de 2008 | 06h25

ilustração pojucan

Um dia, quando tudo isso acabar, Yeda Crusius (PSDB) será lembrada como a primeira loura a montar no Brasil “um gabinete de transição”. A história haverá de nos poupar dos detalhes sobre o que está de fato acontecendo por esses dias no Rio Grande Sul. Até porque parecerá mentira contar que o vice-governador Paulo Feijó (DEM) gravou conversas telefônicas com seu secretariado para denunciar corrupção na gestão da governadora tucana, sua companheira de chapa nas eleições de 2006.

Nunca na história deste país, como diria o outro, um governo caiu de maduro desse jeito. Acho até que Yeda Crusius teria ido junto não fosse a oposição – ô, raça! – pedir seu impeachment. Ela teve, então, a brilhante idéia de anunciar a formação de “um gabinete de transição”, o que lhe deu braçada de estadista no mar de lamas de seu ex-governo.

Providencial também para a autoridade manter a cabeça sobre o pescoço foi a chegada do senador Heráclito Fortes, vindo lá do Piauí para botar coleira no correligionário Paulo Feijó, que continuava mordendo todos à sua volta. A Executiva Nacional do DEM abriu processo disciplinar contra o vice-governador, desviando o foco das atenções para a saia justa em que se encontra o líder do partido na bancada gaúcha.

O bravo Onyx Lorenzoni (foto)…
(Clique aqui para ler o texto na íntegra publicado no caderno Aliás do ‘Estado’)

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