Deixa, Cacilda!

Tutty Vasques

24 Novembro 2011 | 06h17

reproduçãoNão sei mais o que fazer! Ando de novo com uma vontade danada de, vez em quando, dizer aqui “cacilda” em vez de “caramba” para continuar resistindo à tentação de escrever palavrão no trato com a má notícia. Sempre que a interjeição me vem à ponta dos dedos, entretanto, lembro do pedido comovente da professora de português aposentada Cacilda Amara Melo para que eu não mais usasse seu nome dessa maneira “vulgar, pejorativa e arcaica”.

O e-mail dela me chegou no dia 6 de abril de 2010 e, desde então, conforme juramento por mim assumido nesse espaço, nunca mais recorri ao bordão reconhecido no Houaiss como “voz que exprime espanto”.

Não tem sido fácil manter a abstinência! Dona Cacilda não imagina, mas, quando o Lupi bravateou que só deixaria o governo abatido à bala, precisei tomar banho frio pra não quebrar a promessa que lhe fiz.

Aconteceu de novo ontem: o que mais eu poderia exclamar diante daquela figura do Ronaldo Fenômeno de bigode – meio Tim Maia, meio Maguila – em foto que ele mesmo postou no Twitter?

Se ainda for leitora dessas mal traçadas linhas, bem que dona Cacilda podia me liberar dessa privação. Uma vez só, vai! Deixa!