Deixa o dólar flutuar!

Tutty Vasques

16 de maio de 2012 | 00h07

reproduçãoSe o câmbio no Brasil é flutuante, por que diabos o mercado entra em pânico toda vez que o dólar sobe ou desce? Acontece com tudo que flutua, caramba, à exceção das três coisas que, comprovadamente, conseguem ficar paradinhas no ar: helicóptero, beija-flor e, nos bons e velhos tempos, o “peito de aço” Dadá Maravilha.

Já devíamos estar acostumados com as variações da moeda americana nessas zonas de turbulência da crise global. Há dois meses, quando a cotação do dólar chegou perto de R$ 1,70, o governo precisou mexer os pauzinhos do IOF para aplacar a histeria dos entendidos em tsunamis monetários.

É a mesma turma que não dorme há 48 horas assombrada agora com a maré vazante que elevou o câmbio para R$ 2. Há controvérsias se o viés de alta aponta para a volta do dragão da inflação galopante ou se pula o inferno em linha direta com o fim dos tempos.

Não liga, não!

É da cultura dos economistas – ô, raça! – criar esta sensação de que o fim do mundo é o ponto mais baixo de um gráfico indicativo qualquer. Não demora muito vão começar a alardear os riscos da queda excessiva das taxas de juros. Quer apostar?