Dez, nota 10!

Tutty Vasques

15 Novembro 2011 | 02h07

ilustração pojucanO mais difícil foi o hasteamento da bandeira! Em todos os outros quesitos de julgamento do espetáculo de ocupação da Rocinha a polícia mereceu nota máxima. Mostrou, inclusive, que está pronta para executar o script com a participação do público – tipo a Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, sabe?

Capaz de vir gente do mundo inteiro assistir à retomada das favelas cariocas pelas forças pacificadoras, ainda mais quando se espalhar pelo estrangeiro a notícia de que o programa é mais seguro que o carnaval de rua na Cidade Maravilhosa.

Do abre-alas dos blindados à apoteose do hasteamento da bandeira, passam as esquadrilhas de helicópteros, a companhia de cães, os caveirões, a tropa de choque e – cereja do bolo – os homens de preto do Bope. Na volta, tem desfile de motos, armas, caça-níqueis e drogas apreendidas.

Tudo sem um tiro pro alto, o que libera as lajes das comunidades ocupadas para montagem de áreas VIPs no cenário bucólico de vielas e barracos morro acima. Pequenas arquibancadas ao longo do caminho garantiriam o ingresso popular ao evento.

Quem tiver interesse em participar deve ficar ligado no calendário de instalação das UPPs em 2012!