Dia do beija-mão

Tutty Vasques

19 Março 2013 | 02h01

reproduçãoSeja lá qual foi a graça divina que Cristina Kirchner encomendou para a Argentina no encontro de ontem com o papa Francisco, dificilmente a presidente será atendida se pediu a bênção de Sua Santidade para fechar o Clarín, retomar a soberania das Ilhas Malvinas ou ressuscitar o Néstor.

Ainda que o papa tivesse tais poderes, não haveria milagre que chegue para atender às expectativas de tantos chefes de estado encalacrados de passagem hoje pelo Vaticano para o beija-mão de entronização na Praça São Pedro.

A chanceler Angela Merkel deve estar sabendo que, se nem um papa alemão a ajudou a tirar o euro da crise, não será agora um argentino que lhe concederá o dom de alcançar a salvação econômica praquela zona.

Melhor assim! Se pudesse livrar o vice-presidente Joe Biden de penitência por todas as gafes que comete nos EUA, o Pontífice talvez não tivesse como negar perdão a outro de seus convidados, o presidente Robert Mugabe, pelas desgraças que impõe ao Zimbábue.

Na dúvida sobre suas chances de ser atendida, Dilma Rousseff só vai decidir na hora se transmite o recado do Rio – sede da Jornada Mundial da Juventude – ao papa: “Veta, Francisco!”