Dia livre pra cair do cavalo

Tutty Vasques

21 de junho de 2011 | 06h24

Por mais que a assessoria de imprensa de Aécio Neves tenha se apressado em incriminar o cavalo pela queda que quebrou a clavícula e cinco costelas do senador – a versão oficial diz que o animal teria escorregado e caído sobre o ilustre cavaleiro -, tá na cara que a culpa é das sextas-feiras. Pode reparar: desde que tomou posse no Senado, todo acidente de percurso na vida do tucano acontece no último dia útil da semana.

Ele já havia, de certa forma, caído do cavalo naquela sexta-feira de abril em que foi parado por uma blitz da lei seca no Leblon, lembra? A partir de então, na contramão da fama de boêmio, Aécio trocou o Rio pela fazenda da família em Minas, os 313 cavalos de seu Land Rover por uma única montaria e, no entanto, com todos esses cuidados, quebrou a cara de novo antes do Sol se pôr na sexta-feira passada.

Se machucou pra valer desta vez, mas nem assim foi poupado das piadinhas sobre a recusa do cavalo em se submeter ao teste do bafômetro.

Terá agora 10 dias de cama para pensar melhor como ocupar as sextas-feiras de folga no Congresso. A mente ociosa é, como se sabe, a morada do diabo.

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