Do centro da meta ao volume morto!

Tutty Vasques

10 Outubro 2014 | 05h16

ilustração PojucanPelo que dá para entender nas entrelinhas do noticiário econômico, o tal ‘centro da meta’ virou um ponto fora da curva inflacionária. Para o povão, entretanto, o centro da meta continua sendo o lugar onde o goleiro se coloca em cobranças pênaltis.

Outro termo muito em voga hoje em dia na imprensa, ‘desidratar’ também não tem sido usado, pelo menos não na cobertura política, para designar perda de líquido, seca, falta d’água, nada disso que acontece particularmente em São Paulo. Desidratar uma candidatura, por exemplo, é fazê-la murchar, acabar com ela, como aconteceu com Marina Silva na reta final do primeiro turno. Pode-se, também, desidratar uma crise, desde que a Petrobrás pare de irriga-la quase too dia.

É, enfim, muita informação para alguém que aprendeu ainda outro dia, lendo sobre a ‘crise hídrica’ do sistema Cantareira, que ‘volume morto’ não é aquilo que já deu o que tinha que dar. Sabendo sugar, não vai faltar pelo menos até abril!