E a biografia do Zózimo, hein?

Tutty Vasques

15 Outubro 2013 | 06h13

reproduçãoA prevalecer a tese de pagamento de royalties ao biografado no debate sobre biografias não autorizadas, o que um dia foi piada da melhor safra do jornalista Zózimo Barrozo do Amaral pode virar epitáfio do Djavan: “Durante 50 anos construí um patrimônio moral, ele agora está à venda!”

Claro que o rachuncho do direito autoral vai variar muito de biógrafo para biógrafo – ô, raça! Haverá sempre quem tope contar meias verdades pagando ao biografado a metade do preço tabelado para casos de completa exposição da vida pessoal.

Dependendo da grossura do calibre existencial na berlinda, no entanto, só restará ao protagonista o recurso de comprar o silêncio do autor ou, em último caso, adotar como epitáfio a célebre frase do Caetano “De perto ninguém é normal!”

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P.S.: A família do Zózimo não cobrou nada nem pediu para aprovar previamente a biografia do jornalista que vem sendo tocada pelo coleguinha Joaquim Ferreira dos Santos para a Editora Intrínseca.