Ecologia não se discute!

Tutty Vasques

23 Junho 2012 | 06h02

ilustração pojucanNão se fala mais nisso desde que a praga do bate-boca foi disseminada na falta de cerimônia da internet, mas houve um tempo em que, para evitar enfrentamentos mais ríspidos, aprendia-se muito cedo em casa que futebol, religião, mulher e política não se discute – gosto, também não!

Fugia-se do quebra-pau como o diabo da cruz até que o hábito de dizer desaforos uns aos outros ganhou a trivialidade dos 140 toques. Hoje em dia, como se sabe, a cada nova ideia lançada no ringue das redes sociais, bate-se com a mesma naturalidade com que se apanha, a despeito de seu alinhamento contra ou a favor do assunto em questão.

É do jogo!

Esculachar com alguém que pensa diferente não é mais, necessariamente, um ato de hostilidade. Vale tudo no intuito de provocar o debate, inclusive mudar de opinião a torto e a direito.

Se por um lado isso deixou todo mundo muito bem treinado para qualquer tipo de embate público, quando se fala em preservação da vida e do meio ambiente a discussão fica travada por uma razão muito simples: pois se nem o Ahmadinejad é contra, com quem o ser humano deveria se bater na Rio+20?