Elas querem é poder!

Elas querem é poder!

Tutty Vasques

07 de dezembro de 2008 | 10h56

ILUSTRAÇÃO POJUCAN/ALIÁS

Antes que a secretária de Estado Hillary Clinton entre oficialmente no disputado circuito internacional das estrelas de primeira grandeza, Ingrid Betancourt retomou esta semana em grande estilo a turnê mundial que iniciou ao sair do cativeiro, em julho de 2008. Para voltar a brilhar no noticiário, bastou desta vez à franco-colombiana fazer coincidir sua agenda com a de Madonna em Buenos Aires. O resto foi arranjado pela presidente Cristina Kirchner, amigona que armou o encontro das duas na Casa Rosada.

Dizem, inclusive, que toda aquela história do equipamento que não chegou a tempo para o show no Monumental de Nuñez foi providenciada para atrasar um pouquinho a estada da cantora na Argentina. Resultado: Ingrid Betancourt ultrapassou a comitiva de Madonna e, na sexta-feira, já estava em São Paulo posando para fotos ao lado de Lula. O presidente, que na véspera não frustrou a funkeira carioca Valeska Popozuda de um abraço para posteridade no Complexo do Alemão, arrumará decerto outra data para estar com a popstar americana. Ali, como se sabe, tem pra todo mundo.

É bem provável até que Hillary, Madonna e Ingrid se encontrem casualmente no Palácio do Planalto em algum momento das respectivas turnês em 2009. Das três, o fenômeno de mídia que mais salta aos olhos no momento é a evidência de Ingrid Betancourt, passado tão pouco tempo da grande decepção que a ex-senadora sofreu em outubro, quando perdeu o Nobel da Paz para o ex-presidente da Islândia, Martti Ahtisaari. Com direito ao vexame de convocar a imprensa de véspera para a entrevista da vitória. Depois de breve sumiço voluntário, ela reapareceu fulgurante nos salões da Casa Rosada. Dia seguinte, seu nome foi relançado pelo presidente peruano Alan Garcia para concorrer ao Nobel da Paz do ano que vem. Desta vez, a não ser que Hillary Clinton dê um jeito de cantar Material Girl em dupla com Madonna, deve dar Ingrid na cabeça. A campanha está forte nas ruas.

Texto publicado na coluna Ambulatório da Notícia do caderno Aliás deste domingo no ‘Estadão’.

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