Em Brasília, todos os pactos são pardos

Tutty Vasques

27 de junho de 2013 | 06h38

ilustração pojucanAfora se firmado com o demônio, “pacto” em política não pressupõe entrega de corpo e alma a coisa nenhuma. Muito pelo contrário, dá a entender no noticiário que tem gente em Brasília tentando escapar do inferno. O pacto nunca vem cantando alegremente!

Chega sempre no auge das crises de autoridade, saído da cartola dos governantes, para propor consenso na balbúrdia, equilíbrio na insensatez, bom senso no fogo cruzado… Só se faz pacto pela vida onde ela não vale nada!

Há sempre um pacto engatilhado para cada situação fora de controle: o ‘de confiança’, contra a suspeição indiscriminada, ou o ‘de transparência’, ante a escuridão total.

Funciona como resposta imediata ao clamor social sem mexer uma palha para atender suas demandas, taí o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica que não me deixa mentir.

Ainda não apareceu em Brasília cara-de-pau suficiente para propor um “pacto de vergonha na cara”, mas, pelo jeito, isso é questão de tempo.

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