Enigma de combatente!

Tutty Vasques

13 de agosto de 2014 | 02h04

reproduçãoA gente percebe que perdeu de vez o bonde da história quando não consegue entender que sentido faz a cicatriz do guerreiro do filme ‘300’ tatuada no rosto de um jovem stalinista de Jundiaí, preso de saia kilt e meia três-quartos em protesto contra a Copa em São Paulo.

Me sinto inteiramente gagá em contato com a história do ativista Rafael Marques Lusvarghi, 29 anos, solto na semana passada pela Justiça após 45 dias atrás das grades em ação duvidosa contra o vandalismo: o suposto black bloc é ex-PM, ex-professor de inglês, ex-combatente da Legião Estrangeira da França, obcecado por vikings, interessado em mitologia céltica, fã do ex-governador Luiz Antônio Fleury Filho, dissidente das Farc, russo de carteirinha, candidato a voluntário entre separatistas da Ucrânia e, como se não bastasse, confessou à polícia que costuma tomar Toddynho para tirar um pouco do efeito da vodca quando bebe demais.

Parem as máquinas! Eu preciso descer um instantinho!

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