Entre a graça e a grosseria!

Tutty Vasques

05 Outubro 2011 | 05h58

ilustração pojucanNão sou paranoico a ponto de desconfiar de complô do público, mas é indisfarçável o prazer de quem gosta de rir em ver um humorista quebrar a cara. Uma piada infeliz basta!

Tá certo que não foi a primeira do Rafinha Bastos, mas tal vocação pelo incorreto é marca registrada do “mais influente tuiteiro do mundo”, segundo avaliação do ‘New York Times’.

São 3 milhões de seguidores na rede social dando força pro cara avançar nas bobagens que diz até que, um passinho em falso, sai todo mundo acusando que “agora ele foi longe demais”.

O humor, como se sabe, reside na fronteira entre a graça e a grosseria. O lado certo todo mundo sabe qual é! Acontece que, quanto mais o autor da piada se aproxima desta linha tênue, melhor seu desempenho.

De vez em quando – é inevitável! – um infeliz se esborracha no terreno da indelicadeza gratuita.

O melhor que se pode fazer nessas horas de humor injustificável é pedir desculpas. Que Wanessa Camargo e seu querido marido perdoem Rafinha Bastos pela gracinha absurda que os atingiu no antepenúltimo ‘CQC’.

Daí a imaginar que a suspensão aplicada pela Band vai dar jeito no humorista, francamente, isso é coisa de gente que não conhece essa raça!