AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Espécie não evolui desde Christiane Torloni

Tutty Vasques

15 de fevereiro de 2009 | 09h59

Entre as festinhas que esta semana comemoraram os 50 anos de Zeca Pagodinho, os 100 de Carmen Miranda e os 200 Abraham Lincoln, os dois séculos de nascimento de Charles Darwin foram celebrados com maior destaque na mídia por conta de outra efeméride: os 150 anos da teoria que popularizou o naturalista britânico em todo o mundo. Polêmica religiosa à parte, questiona-se hoje o emprego do termo “evolução da espécie” para explicar o desenvolvimento humano a partir do ancestral comum aos macacos. O homem, tal qual é descrito no noticiário, está mais parecendo um rato, né não?

Não exatamente por causa desses trotes de boas-vindas ao nível superior à base de cachaça, fezes de animais e degradação física de calouros. Nessa mesma geração, a Internet acaba de reinventar o tráfico desavisado, quase inconsciente de ecstasy. Nada parece esquisito quando, 100 horas depois da barbárie que uma jovem brasileira protagonizou na segunda-feira em Zurique, na Suíça, o mundo ainda não entendia se teria sido tortura ou automutilação, neonazismo ou sadomasoquismo, intolerância ou delírio. Evoluímos pra isso?!

Graças a Deus, ninguém puxou o assunto no jantarzinho indiano que marcou o aniversário de Christiane Torloni na última quarta-feira. O filé de dourado ao molho curry acompanhado de purê de banana e palmito grelhado resgatava, de certa forma, a sensação de Paraíso. O homem não pode perder isso de vista.

Texto publicado na coluna Ambulatório da Notícia do caderno Aliás deste domingo no ‘Estadão’.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: