‘Fair play, please!’

‘Fair play, please!’

Tutty Vasques

12 de julho de 2008 | 10h15

ilustração pojucan

Se chegou ao ponto do atacante Diego Tardelli pedir pra sair por “não me sentir bem naquele ambiente”, imagina o que não estava rolando no sítio do goleiro Bruno, próximo a Belo Horizonte, onde quatro jogadores do Flamengo resolveram esticar a quarta-feira de jogo contra o Atlético-MG, no Mineirão. Levaram oito garotas de programa – duas pra cada um.

O goleiro reserva Paulo Victor lembra que a certa altura agarrou uma garrafa atirada contra uma das moças pelo insaciável Marcinho, artilheiro do Brasileirão. O resto da história é tão confusa quanto a de Ronaldo Fenômeno com aqueles três travestis num motelzinho de quinta na Barra da Tijuca.

Tem sido assim – clandestina, perversa e doentia – a relação de nossos craques com o sexo desde que a vida noturna virou pecado para jogador de futebol. Houve um tempo em que atleta namorava em boates ou rodas de samba. Hoje, volta e meia suas noites acabam empatadas na delegacia. A derrota moral só se confirma no dia seguinte.

Texto publicado hoje no caderno Metrópole do ‘Estado’.

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