Fala Lula: “Yes, we can!”

Tutty Vasques

21 de maio de 2010 | 09h19

ilustração pojucan

ilustração pojucan

Parte da decepção internacional com o desempenho de Lula no processo de paz deve-se, decerto, ao fato de não ser ele o Obama. Como aquele bebê da Família Dinossauro que identifica o pai pelo bordão “não é a mamãe!”, a humanidade sente-se órfã do presidente americano aclamado em toda parte protagonista da nova ordem mundial. O pessoal que pagou pra ver o cara atuar reclama da substituição do ator principal, diga-se de passagem, com toda razão. Por mais que o texto seja o mesmo – “Yes, we can!” -, Lula não é o Obama!

Mas também não tem culpa se, na hora que o espetáculo pegou fogo, o herói do script desapareceu de cena. Encontrava-se ontem no noticiário internacional aqui do Estadão, caindo de pau na lei de imigração do Arizona. Com todo respeito ao presidente do México, que o acompanhava na espinafração ao rigor discriminatório de sua gente na fronteira do país vizinho, precisa ver se vai haver Arizona se não rolar acordo nuclear com o Irã.

Uma coisa, no entanto, é o Obama acreditar no entendimento! Outra é o Lula! Considerando-se que a superexposição de um deve-se à omissão do outro, está certo o The Wall Street Journal quando diz em editorial que a culpa é de Barack Obama, que inventou o cara, e se mandou!

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